Insanity Seeker

A Loucura o leva à verdade, assim como a Verdade o leva à Loucura.


A coisa mais misericordiosa do mundo, creio eu, é a incapacidade da mente humana em correlacionar todo o seu conteúdo.
Vivemos numa plácida ilha de ignorância em meio a negros mares de infinito, e não está escrito pela Providência que devemos viajar longe.
As ciências, cada uma progredindo em sua própria direção, têm até agora nos causado pouco dano; mas um dia a junção do conhecimento dissociado abrirá visões tão terríveis da realidade e de nossa apavorante situação nela, que provavelmente ficaremos loucos por causa dessa revelação ou fugiremos dessa luz mortal rumo à paz e à segurança de uma nova Idade das Trevas.
H.P. Lovecraft

Dupla Negação

February 22nd, 2010 by Lordspy

É deveras interessante quando percebemos um conceito simples da lógica (ou matemática) ocorrendo na vida real e o título desse post indica sobre qual estou falando.

No caso não quero dizer especificamente da negação de um fato, mas do oposto ao resultando quando um fato ocorre duas vezes, negando ou invertendo o resultado que dos atos surgiria.

Claro, isso apenas é possível se o resultado não possuir consequencias graves, principalmente aplicadas (ou sofridas) por terceiros, pois, nesse caso, teríamos uma implicação, a menos, talvez, que tal implicação, na dupla negação, retorne a você e ainda assim os resultados não sejam graves (ou permanentes).

Por resultados graves ou permanentes frequentemente interpretamos por algo de natureza física e não moral (ou ética). Fiquemos com esse universo, pois e formulemos:

Um pequeno acidente que geraria reprimenda ao perpretador, seja ela pelo próprio perpretador, por quem sofre a ação que gera a reprimenda ou por terceiros, se, após um pequeno intervalo de tempo, geralmente antes que o conceito da reprimenda seja formado, formulado ou transmitido, for repetido, normalmente o efeito causado é o oposto da reprimenda, tornando-se, frequentemente, cômico.

Exemplifiquemos:

Tome, por exemplo, um jantar entre família (ou amigos, ou social). Um copo com (coloque aqui o seu liquido favorito) é entornado na mesa molhando alguém (ou a si mesmo). Se o evento tornar a se repetir em um espaço de tempo suficientemente curto* o efeito torna-se hilário.

Outro exemplo: Na estrada com sinalização semi-deficiente se o motorista não percebe uma lombada (ou um conjunto de), o carro passa e o motorista, bem como os passageiros sofrem um susto (além de, talvez, alguns galos na cabeça), geralmente gerando reprimenda por parte de algum dos passageiros (principalmente se um deles for um dos pais do motorista) ou por parte do proprio motorista. coloque, portanto, dois conjuntos de lombadas, suficientemente espaçados para permitir que os ocupantes do veículo se recuperem do susto mas repitam o feito da mesma forma que o primeiro, para que o efeito de reprimenda seja não apenas anulado, mas devidamente invertido, frequentemente gerando gargalhadas dos ocupantes do automóvel.

Assim, agora sabe-se como se livrar de uma reclamação quando você tropeça e dá um esbarrão em alguém nas ruas. Antes que esse reclame, tropece e dê um esbarrão em um outro, para que o primeiro tenha a impressão invertida. Infelizmente isso geralmente funciona apenas quando o 2o. esbarrão é genuíno ou quando a pessoa é um ótimo ator.

O ponto a mostrar aqui é que a dupla negação possui efeitos práticos na vida real, mas apenas para situações cujo resultado não seja drastico. O efeito das lombadas poderia, em alguns casos, causar ou gerar um acidente grave e o fator da dupla negação seria automaticamente anulado pela incursão de um fato implicado. Mas há diversos outros exemplos. Caso você tenha algum a relatar, por favor, nos envie nos comentários

*O conceito de tempo suficientemente curto é o resultado de uma função dependente do caso e, portanto, não é uma constante. Tampouco pode ser mensurável.

The Healings of Time: The Black Knight

January 28th, 2010 by Lordspy

Mal me contive de alegria quando ganhei meu primeiro Cronodeslocador, na época não entendia a responsabilidade de ter um, afinal, por ser filho único sempre conseguia o que queria de meus pais e como meu pai era da Intempol eu era fascinado com as histórias do tempo…Não, não viagem no tempo, eu digo histórias do tempo mesmo, da própria humanidade, principalmente idade média, uma era que até mesmo hoje, com nossa tecnologia, com a viagem no tempo e com a Intempol, ainda continua obscura e sem referências.

Então você resolveu…

Não, não… eu não resolvi nada… tudo que eu queria era conhecer um pouco mais. Apenas observar, sem ser observado, e assim não alterar nada.

E por isso você acabou sendo perseguido pela Intempol?

Não. A perseguição veio depois. As primeiras viagens foram muito tranquilas. Calculava bem e ia apenas quando a noite caia. Pegava meu aerociclo e os equipamentos de proteção, como todos eram pretos, era fantástico, a noite me cobria. Alem do mais, o chão de pedra ou terra batida em contato com o coturno de couro não fazia ruído algum. Era perfeito, eu entrava e saía de lugares sem que ninguém suspeitasse e o capacete de proteção protegia minha identidade.

Até que suspeitaram?

Eu nunca soube quando começaram as histórias de fantasmas ou assombrações. Não os literários, como Lovecraft. Sabemos que o Horror Sobrenatural na Literatura começara de fato com ele, com raras e leves incursões anteriores a ele, mas as histórias faladas mesmo… Bem, agora eu tenho uma leve idéia e como ninguém também sabia, não faz muita diferença.

Mas você foi perseguido, não?

Claro que fui, mas nunca disse que fora por isso. Deixe-me contar minha história e depois você faz as perguntas que sobrarem. Afinal, é por isso que você está aqui, não? Saber por que minha história saiu na Mentela e ter um pouco mais de audenção.

Você sabe o que é audenção?

Suspeito que seja uma palavra criada com as misturas de Audiência + Atenção, se bem que a segunda eu escolheria redenção, afinal, olhe o que acontece com aqueles que lhes “consome”… hehe

Agora, não me atrapalhe e me deixe contar. A idéia era eu ser invisível aos olhos da história que eu visitaria. Por um bom tempo visitei a França, a Inglaterra, Itália e Espanha. O motor silencioso do Aerociclo ajudava bastante e a altura era perfeita para observar e às vezes ouvir sem ser incomodado.

Acho que você soltou as bruxas também.

Hahaha… É possível, mas se tivesse teria sido pego muito antes… e não pela Intempol, mas pelos acerebrados fundamentalistas que usam a religião como escudo para aquela época.

Só aquela?

Não é pra esse tipo de discussão que estou aqui. Continuando, então resolvi assistir um dos antigos episódios daquilo que vocês chamavam TelaVisão, que apenas é uma exibição de um modelo sequencial de informação visual e auditiva que antigamente era tratado como um dos principais meios de informação e… “entreteninemto”. Embora eu acredite que deixasse o povo tão inerte e inepto como a Mentela.

Acredito que, à época, era chamado de “Documentório”, era uma apresentação do que se sabia sobre a Idade Média na época e muita coisa jamais chegara a nosso conhecimento. Mesmo porque era uma época de pura especulação. Ja te disse, a Idade Média foi uma era com pouca informação histórica. E na época da TelaVisão não existia o Cronodeslocador. Eles conheciam a história por meio de documentos de origem ou veracidade duvidosa e de adivinhações ao encontrar símbolos e objetos de uma época remota.

E então você viu algo que achou injusto e foi fazer justiça com as próprias…

Nada disso. Num desses “Documentórios” foi mencionado muitos dos contos e mitos que surgiram nessa época. E como em todo processo de criação de mitos há um pequeno fundo de acontecimento real, tênue, mas há, me interessei por um dele para investigar. O Cavaleiro Negro.

Ora essa, alguém que viera do antigo continente dos Sóis. Qual era o nome… tinha a Éfrica, ou Ábrica e a America era menos dividida.

Eu não disse cavalheiro, seu estúpido. Cavaleiro, pessoas ou guerreiros que andavam a cavalo, um animal de medio porte que andava nas quatro…

Ok, ok… eu conheço, já vi um no ZooLógico. Mas ele era negro, não, deve ter vindo de um desses con…

Não. Na época os exércitos das castas políticas usavam Uniformes, como os nossos, mas eram muitas castas, chamadas feudos e cada uma possuia um conjunto de cores. E o negro, do cavaleiro, era o uniforme que ele usava.

E ele pertencia ao… feldo, é isso? feldo? (que seja) mais poderoso, por isso preto…

Às vezes eu acho que vocês jornalistas não sabem pensar, mas não, o preto dizia-se que era porque ele não pertencia a feudo algum ou porque não era de interesse que o feudo fosse sabido, muito útil para missões de espionagem e assassinato.

E você então tomou a espada da justiça nas mãos e voltou para impedir que assassinatos pelo cavaleiro negro fossem cometidos?

Eu não tinha te dito que tinha ido apenas para observar? (sim) Então cale-se e me deixe terminar, afinal, pra sua informação, tal cavaleiro negro nunca existiu.

Sei. E quanto ao tal: “Tem um Fundo de Verdade”? Não somos idiotas, afinal, eu fiz um pouco minha lição de casa e pesquisei também sobre essa época. Aparentemente uma dama fora sequestrada pelo suposto “Cavaleiro Negro” e jamais vista novamente.

Sim, isso é o que todos dizem, mas eu sei que não é verdade. Primeiramente porque o Cavaleiro Negro não existe, ou melhor, não existia. E em segundo, tal “Dama” nunca fora sequestrada. Não tenho culpa dela ser perfeita e nos apaixonarmos.

Então você…

A audiência vai começar, o tribunal requer sua presença.

Vai dar uma boa história de amor. Pena que o final não seja feliz.

Não contaria muito com isso. Afinal, até eu chegar, nunca tinham ouvido falar de um Cavaleiro Negro cuja chegada ou saida jamais era anunciada, sequer pelo som dos cascos de seu cavalo infernal. Sugiro você entrevistar o investigador que conseguiu me descobrir. Talvez a história da perseguição seja mais interessante que a minha.

Boa Noite

A Infecção

November 15th, 2009 by Lordspy

É uma noite chuvosa mas clara devido aos diversos relâmpagos e os raios, nada ocasionais, riscam os céu. O bêbado está deitado, protegido da chuva, na porta da loja, fechada, com o toldo estendido e, sem guardachuva, nosso protagonista lhe faz companhia, com frio e um pouco impressionado com a tempestade que ocorria, além de apreensivo em relação ao indivíduo que, por força do destino, lhe acompanhava.

Pouco se sabe sobre o desafortunado desabrigado que descansa à salvo da chuva. Provavelmente em uma situação mais confortável que nosso personagem, que provavelmente apenas sairá correndo assustado ao final desse conto, já que o costume dita aos transeuntes o expulsarem dos locais onde ele descansa e a chuva espantara todos os transeuntes da cidade, agora aparentemente deserta, salvo pelos dois.

Todos conhecem o desabrigado, tradicional bêbado da cidade, louco, dizem uns, perigoso, dizem outros, mas por jamais ouvi-lo falar, os jovens apenas seguem a apreensão dos mais velhos, assim como aquele que o acompanha, que apenas aceita as palavras dos pais, corroborada pela do resto da sociedade e pela imagem que a ele se apresenta.

A chuva corre torrencial, os raios, cada vez mais frequentes, riscam e se subdividem no céu como veias em um exame. Nosso protagonista, ao se cansar, senta-se, ajudando o infortunado a despertar, ainda levemente ébrio, no momento em que o céu se iluminou com as diversas ramificações de uma descarga elétrica, fazendo-o palavrear que os exames jamais irão detectá-lo.

Intrigado, nosso protagonista indaga quanto ao que ele ouviu e eis que o coadjuvante inicia discursando sobre como sua mente se abriu à realidade, permitindo a ele perceber que estamos todos sendo combatidos por substâncias de degradação administradas à criatura que habitamos, parasitamos e degeneramos. Que seus pares frequentemente realizam exames, aplicando o equivalente ao que aqui chamamos de contrastes, deixando à mostra suas veias e tentando nos localizar. Ele diz que, por não ser burro, descobriu como se previnir dos ataques, saiu de sua casa e se desfez das substancias que o denegriam e degeneravam. Você iria lhe perguntar sobre a bebida, eu sei. Ancestrais superiores que viveram séculos, aos quais muitos chamaram Deuses, a usavam, quem seria ele para não seguir seus conselhos? Já são 250 anos que luta contra eles e foge, mas aprendeu que aquilo que fazemos nos denuncia. Desistiu de denegrir ao que habita e se vocês continuarem denegrindo seu organismo dessa forma é certo que um dos exames que fazem irão denunciá-los e eles sabem quais substancias usar para cada caso.

Assustado e impressionado, nosso protagonista se levanta, olha para o indivíduo, que não aparentava mais que 50 anos, incrédulo com sua história e, antes de ingadar, o indivíduo lhe mostra 3 marcas que eventos da história jamais negaria. Sem hesitar nosso protagonista, ignorando a chuva, corre. Se com ou sem destino ninguém sabe, mas tenho certeza que cedo ou tarde teremos notícias dele. E se seguir os conselhos que ouvira, provavelmente sucumbirá a uma instituição mental, sob fortes medicações, assim como, sob altos valores, os custos que terão que ser sanados pela sua família. Se não seguir decerto a história o perseguirá e cedo ou tarde seu destino será selado.

Lordspy

(revisado por Odds and Ends )

Universidade, Cidadania e Conhecimento

November 13th, 2009 by Lordspy

Algumas ações que realizamos na vida nos marcam profundamente. As que deixam marcas mais profundas são aquelas em que conseguimos atuar junto ao modelo social e mudarmos algum paradigma.

Digo isso pois essa semana tenho acompanhado uma notícia que me remete aos meus últimos anos de graduação, na Universidade Federal de Uberlândia. Lembro-me de nossa luta ante as diversas tentativas de sucateamento da universidade, realizadas pelo então ministro da educação (atual secretário da educação do governo de São Paulo), o Sr.  Paulo Renato de Souza e o então Presidente da República Fernando Henrique Cardoso.

Lembro-me de quando ingressei, no primeiro semestre, de presenciar eventos culturais de diversas modalidades: Música, com o projeto 5 e meia, onde tive o prazer de assistir a Luis Melodia, Chico Science e Nação Zumbi, Toninho Horta, Arnaldo Antunes, dentre outros, o projeto Nau de Dionísio, apresentando e discutindo peças e filmes, diversas exposições de arte e fotografia, todas gratuitas, não apenas para o meio universitário, mas para os cidadãos de Uberlândia (e seus visitantes).

Foram 6 meses muito proveitosos que felizmente tive a oportunidade de participar mesmo que passivamente, pois a um recém ingresso, calouro, não era permitido uma atuação, além de não conhecer ninguém por ser um novato na cidade e não possuir experiência. Então, muda o reitor, entra o reitor da base governista e começam os processos de sucateamento. A princípio todos os projetos culturais mantidos pela reitoria são desmontados. Um palco deixado para eventos ocasionais fora sabiamente usado pelos estudantes para festivais de música, dos quais me orgulho de ter auxiliado, até o desmonte por ordem do Reitor, além de diversos outros cortes que visavam incessantemente nos prejudicar.

Foi nesse contexto que iniciou-se meu interesse nos modelos político-sociais e que me arrastou para a política universitária. Mas não é por isso que escrevo este. Isso foi apenas uma introdução para contextualizar.

O ano de 2000, para mim, fora marcado por 2 eventos. O primeiro, minha formatura, por mais que gostaria de cursar mais disciplinas, a situação financeira e familiar me exigia a conclusão. O segundo fora o processo de eleições universitárias para reitor.

Àquela época o processo eleitoral discriminava os eleitores (universitários) por categoria, sendo divididas em Docentes, Técnicos e Discentes, num modelo em que cada categoria possuia um diferencial de decisão, sendo que dados 3 votos (1 de cada categoria), o dos docentes teria um peso de 70%, e os outros 30% era dividido entre os da classe discente e técnicos.

Reconhecida discrepancia, nós encampamos nossa luta pela paridade, apoiados por um dos candidatos a reitor, o qual também possuia nossa simpatia (frente a seu concorrente). Encampamos a luta pelo voto paritário, isto é, com o mesmo peso, assim teríamos, a cada classe, uma chance de escolhermos nosso representante, aquele que irá representar o local em que servimos ou o local em que adquirimos a ciência.

Mesmo sem o apoio governamental realizamos as eleições com paridade, no escrutinio ainda encampávamos e entoávamos as bandeiras da democracia. Nosso candidato fora eleito com ampla margem de diferença de seu adversário pelos Técnicos e Discentes e com uma pequena margem de diferença de seu adversário entre os Docentes e hoje, apesar de o atual reitor ser o da administração oposta àquela em que ajudei a eleger, 9 anos depois, tenho orgulho de dizer que cursei a Universidade Federal de Uberlândia, pois reconheço o bom trabalho que tiveram para manter a qualidade da instituição.

E quão pasmo fico eu ao saber que em uma Universidade Pública do estado considerado mais desenvolvido do País, uma instituição onde uma docente acredita que “é a única instituição do país que abrange todas as áreas do conhecimento” (parafraseado), de título de melhor do país, que deveria criar não apenas os formadores de opinião, mas também aqueles que disseminarão o conhecimento, o reitor democraticamente eleito não tomará posse, pois o governador do estado, que almeja a presidência, decidiu que a escolha realizada não é válida, nomeando o 2o. colocado como reitor.

E penso, aquele trabalho que tivemos para restaurar a democracia no país torna-se nulo na mão de um autoritarista cuja intenção decerto não é a de garantir àqueles que ele administra (ou deveria administrar) o que lhes é de direito.

E me pergunto: É esse quem o país quer como seu representante e administrador oficial?

A Notícia que Chocou o Mundo

June 26th, 2009 by Lordspy

Sim, sim… ontem, dia 25 de Junho duas notícias nos deixaram tristes. Mas hoje é que temos a notícia mais chocante!! Comecemos com as de ontem:

A primeira foi a morte da Farrah Fawcett, ok, muitos podem não se lembrar quem foi ela, mas ela foi famosa e bonita e isso é o suficiente. Ah sim… atriz.

A outra notícia que deixou a gente triste foi a morte do Michael Jackson (A Gente quem Cara Pálida?). Ok, não gostava muito dele, mas há que se reconhecer, ele fez alguns bons trabalhos e era um ícone do Pop. Mas fez tanta besteira que não era de se esperar que cedo ou tarde ele fosse.

A grande notícia, aquela que nos deixou realmente chocados e impressionados:

“Não Basta! Mais Impressionante que a Morte de Michael Jackson! Keith Richards, Guitarrista do Rolling Stones, CONTINUA VIVO!”

É isso! A Kind Kind of Insanity to you all! :1D

Some Kind of Insanity

May 27th, 2009 by Lordspy
Insanidade pela Insônia

Insanidade pela Insônia

Sim, sim… eu sabia que não era eu quem tinha pegado no sono… é a insanidade pela insônia… isso acontece comigo com frequência.

Ah, essa tirinha foi emprestada diretamente do http://xkcd.com

Thanks dudes!

A Autoprojeção (Negativa) do Brasil

April 30th, 2009 by Lordspy

Mais emocionante que uma final de copa do mundo, mais crítico que a condição física do Ronaldinho para a final do campeonato paulista, mas menos divulgado que a verdade sobre as fraudes criadas pela Folha de S. Paulo.

É assim que está sendo o julgamento do corajoso juiz Fausto De Sanctis, o qual acompanho em tempo real (de publicação) pelo confiável meio disponibilizado pelo jornalista Paulo Henrique Amorim.

Uma lástima que os grandes veículos de comunicação, ainda que, mesmo antigamente,  viesados estejam tratando seu meio de trabalho (ou ganha-pão), ou seja, a própria informação, com tanto descaso e ainda é uma afronta à sociedade (e à inteligência dos brasileiros, que, da forma como está a situação, merecem ser escritos com ‘b’ minúsculo mesmo), além de uma grandiosa imoralidade e falta de caráter e profissionalismo o que fazem com os alvos das reportagens fraudes publicadas.

O Horror Sobrenatural na Religião

April 15th, 2009 by Lordspy

É bastante controverso falar sobre isso. Na verdade, é até herético, mas não é essa a proposta desse, que raramente tem sido cumprida?

É fácil pensarmos religião como algo que conforta as pessoas, mas se pararmos realmente para avaliar o modelo informacional perceberemos que ele não difere em nada do modelo do horror sobrenatural que tanto vemos em filmes ou em livros, como os do H.P. Lovecraft ou de seu discípulo pé de chinelo (tá, vou ser xingado por um monte de gente por essa, mas que ele é, é… quando comparado ao Lovecraft) Stephen King.

Analisemos o primordial: E do barro Deus criou o Homem e de uma Costela do Homem Deus Criou a Mulher… a segunda parte da frase é, com certeza, algo muito semelhante a Fankenstein, de Mary Shelley, ou ReAnimator, do próprio Lovecraft, claro, faltando um monte de órgãos… na verdade todos, porque costela não é órgão… a primeira parte me lembra um pouco de trechos do “Nas Montanhas das Loucuras”, quando os menciona que os “Grandiosos Anciões” criaram os “Shoggoths” para servi-los. O interessante é que Deus expulsa ambos do paraíso quando eles o desobedecem, assim como os “Grandiosos Anciões” expulsam os Shoggoths (destróem) por desobedecerem-nos. Para depois perdoá-los (reconstruí-los) para servi-los novamente (e traírem novamente)… enfim, logo no início já vemos o sobrenatural de imediato e os poderes auspiciosos do mesmo manipulando suas criações (ok… os Shoggoths se deram melhor na história. Será que nós também? )

Passando um pouco para frente vemos Sodoma e Gomorra que, por desobedecerem (não ouvirem) os avisos do(s) profeta(s) (Deus) são destruídas. Em: A Volta dos Mortos Vivos, por não acionarem de imediato o exército quando os donos da loja de esqueletos(?) recebem o conteúdo químico eles desobedecem a uma regra e no final a cidade é destruída… claro, depois dos Zumbis atormentarem a todos.

E por falar em Zumbi, o que me dizem da páscoa? Quando Jesus Rescussita e volta dos Mortos… volta dos mortos, isso é interessante… me lembra… Zumbis!! que divertido… ou melhor, que horror!!!

Ok… falar disso com o cristianismo é fácil, Islamismo não vou falar. É óbvio, não quero ser morto por um extremista… hmm… Jason? Meyers? (O Massacre da Serra Elétrica), “Eu sei o que vocês fizeram no Verão Passado”, Pânico, enfim…

Não conheço o suficiente de Budismo pra falar, mas que tem… AAAHhh tem… aquele gordinho com cara feliz(?) nunca me enganou…

E o hinduísmo? Deuses com 6 braços…  isso é suspeito. Do mais também não conheço muito, nunca estudei religiões exceto o catolicismo, o que me coloca num passo tradicional para falar sobre o cristianismo.

Querem mais?

Talvez outro dia

Ou então, deixem seus comentários.

Afinal, não estou aqui para explicar, mas a idéia está lançada.

E claro, esse blog não é para falar de tradicionalismos, mas para fugir deles. Querem reclamar, façam… se eu não gostar, mando meu deus pegar vocês… BWAHAHAHAHAHA.

Democracia

February 16th, 2009 by Lordspy

    E Chávez, o Hugo, presidente da Venezuela, não o do 8, finalmente conseguiu o que almejava: A permissão de se candidatar, novamente, pelo voto popular, à reeleição. E digo que fora finalmente, pois essa foi a terceira tentativa de alterar a constituição da Venezuela para que seja permitido ao presidente se reeleger um número ilimitado de vezes.
    Pergunta-se, claro, se isso não se caracteriza como um modelo de governo ditatorial, como noticia a grande mídia brasileira. Afinal ele, Chávez, pode permanecer no poder por tempo indeterminado, assim como Fidel Castro ou Stalin, ambos, assim como Chávez, de esquerda. Minha resposta clara para essa pergunta é: não, não pode sequer se caracterizar como um modelo de governo ditatorial. Basta analisarmos os fatos, algo que a própria mídia brasileira não divulga e aí sim eu me pergunto se essa omissão não seria um modelo manipulativo, que caracteriza modelos de tendências ditatoriais. Dessa forma, além de expor os fatos que refutam a asserção da grande mídia sobre o possível governo ditatorial de Chávez, apresentarei algumas comparações com fatos e medidas realizadas pelos políticos do nosso querido Brasil. Ei-los:

 1- A permissão de alteração da constituição da Venezuela para permitir um número ilimitado de candidatura à reeleição para o presidente, apesar de ter sido realizada 3 vezes e apenas na última ter sido aprovada, fora um resultado direto da opinião do povo venezuelano, que decidiram que seus governantes possam se submeter à reeleição. Observem que eles PODEM se submeter à reeleição e não que eles serão imediatamente eleitos. Quem decidirá isso, novamente, é o povo. Da mesma forma como o povo o colocou no poder, antes da tentativa de golpe militar (ditadura militar), o colocou novamente no poder tirando, à força, os militares (apoiados pelos EUA) e o reelegeu, democraticamente, para um segundo mandato.

 2- A Venezuela é o país que mais consultas populares realiza, em 10 anos foram 15 consultas populares sobre assuntos significativos, sendo apenas 3 sobre a proposta de emenda constitucional para reeleição. É o país que mais consultas populares realizou no mundo. Considerando que Democracia significa Governo Do Povo, me pergunto, onde a grande mídia brasileira (e talvez a Norte Americana) vê um modelo não democrático e ditatorial? Seriam eles ignorantes o suficiente para acreditarem que simplesmente pelo modelo de governo ser esquerdista o torna imediatamente totalitário e ditatorialista? Ou estaria a grande mídia tentando corromper o modelo cognitivo associativo do cidadão brasileiro comum?

    Claro, você leitor pode dizer, ele não ganhou as anteriores e ficou realizando até ganhar, até ganhar pelo cansaço do povo. O problema aí é que opinar para a melhora (ou piora) das condições de governo do seu país é algo que não é justificável dizer que se cansa. No mais, a oposição, caso assuma na próxima eleição, pode muito bem revogar essa emenda. Observe que essa emenda não garante o próximo mandato de Chávez, ela garante que ele pode se candidatar, ou seja, na próxima eleição na Venezuela, Chávez pode perder para a oposição e a oposição pode usar essa emenda constitucional para tentar se reeleger inúmeras vezes.

    Pense no modelo. Caso Chávez queira ser um presidente vitalício nesse modelo de governo onde ele pode se reeleger indefinidamente, a cada mandato ele terá que convencer a população que ele é o melhor candidato, fazendo uma política, senão exímia, que impulsione o crescimento venezuelano e a melhoria das condições de vida de sua população. Caso contrário ele poderá cair legitimamente através do poder de voto, eu disse VOTO, da população.

    Vamos observar como as emendas constitucionais foram realizadas no Brasil? O presidente envia a proposta para o senado e para a câmara. Caso os dois aprovem, a emenda passará a valer e o povo sequer saberá quais as mudanças que ocorrerão no modelo de governo ou legislativo do Brasil, salvo exceção quando a grande mídia divulga, ainda assim, suspeito eu, de modo tendencioso. Você, brasileiro, quantas vezes votou sobre uma mudança significativa na constituição brasileira? (como, por exemplo, na emenda que permitiu que o governo de Fernando Henrique Cardoso privatizasse quase todo o país e que a maioria da população sequer tomou conhecimento). Qual seria sua opinião a respeito disso? Qual é sua opinião a respeito disso? Ou você simplesmente deixa a correnteza te levar? Lembre-se que a correnteza decerto leva a lugares perigosos onde a morte é certa.

    E vivas ao povo venezuelano, pelo regime democrático que eles escolheram. Que o Brasil, um dia, possa vir a ter um regime assim.

Hora de Falar de Política

February 13th, 2009 by Lordspy

    Apesar de já ter sido engajado, ultimamente eu tenho me permitido ser rendido pelo meu “Low Profile“, o que me tem garantido um certo sossego. Porém, com alguns acontecimentos recentes, creio que chegou a hora de eu voltar a abrir a boca, pois parece que a maioria dos brasileiros que pensam dizem que pensam, ou seja, aqueles que têm acreditam que tiveram acesso a uma boa educação estão se deixando levar por reportagens leviandades manipulativas e sem qualquer base de fundamento ou simplesmente modelos infantis de ataque e pseudo ironia de modo a descreditar um processo base que nos tem mostrado, pelo menos, minimamente frutífero na esfera governamental nos últimos 6 a 7 anos, coincidentemente logo após a mudança da gestão do governo federal.

    Decerto que não há uma “luz guia” na atual gestão do governo, como a grande mídia quer que acreditemos que houve quando do nosso 1o. presidente graduado em Ciências Sociais esteve no comando. Decerto também que, apesar de não haver tal “iluminação”, é perceptível o avanço social nesses últimos anos, principalmente em se tratando do que hoje chamamos de crise mundial. Claro que a crise existe, ela nos ameaça, mas por enquanto, apenas ameaça. Houve demissões, algumas justificadas, muitas sem justificativa alguma, tanto que alguns ramos empresariais se arrependeram e estão recontratando funcionários, algo que a grande mídia não noticiou. Desde o final de 2007 começáramos a ouvir sobre esse mal que está assolando o mundo financeiro atualmente, com as notícias graves nos sendo informadas já desde o início do ano passado, 2008, começamos, nós, cidadãos médios, a perceber que houve uma mudança, bastante notável, na esfera econômica, pois me lembro bem das outras crises, quando nas gestões anteriores a 2003, mesmo quando ainda morava com meus pais, sempre ficava claro que tempos difíceis viriam quando havia algum sinal de crise financeira, o que não demorava absolutamente nada para que ela nos assolasse. Bastava um rumor e as empresas demitiam em massa. Agora, os rumores começaram antes que possa me lembrar, 2007, 2006? E percebemos uma reação industrial/mercadológica apenas agora, em 2009, sendo testemunha de grandiosas empresas estrangeiras, famosas, não famosas, importantes ou sem importância, fechando suas portas ou tendo seu controle adquirido pelo governo dos respectivos países para oferecer uma garantia à sua população.

    É importante observar como a mídia brasileira, a grande mídia, responsável por alcançar uma média de aproximadamente 98 a 99% dos brasileiros, a qual Paulo Henrique Amorim denomina de PIG(*), tem noticiado tal crise, que mais é internacional do que efetivamente nacional. Um terrorismo diário para os espectadores, ouvintes ou leitores que, já acostumados a receber e creditar tais informações, mal se preocupa em confirmar os fatos, aceitando-as prontamente e auxiliando na formação do bolsão de medo financeiro que eventualmente se espalhará de forma viral inegavelmente causando impacto no status quo social. Além disso, é importante observar que a mesma mídia também noticia, raramente, notícias favoráveis ao governo, quando não atrapalha sua política de maquinação, geralmente em páginas de pouca importância e, frequentemente, com uma ênfase visual ridiculamente pífia de modo a que o leitor, ouvinte ou espectador simplesmente não perceba a informação. Dessa forma a mesma, a mídia, pode afirmar não ser parcial, que noticia, de forma hipócrita, para ambos os “lados”.

    Sejamos justos e francos, decerto o atual governo não é perfeito, há suas falhas, seus deslizes e é bem provável que haja falcatruas, até mesmo sendo verídicas algumas que a grande mídia noticia. Política não é o ato de se fazer certo o tempo todo, pois há, decerto, oposição, a qual irá vetar bons projetos por benefício próprio, provavelmente para tentar implementá-los em sua própria gestão, quando estiver no comando. Mas também, não é o processo de ser infantil o suficiente para sabotar tentativas genuínas de manutenção ou prosperidade, se me permitem dizer assim, econômica e comercial, como vista nesse episódio, cuja mensagem é de uma clara tentativa de sabotagem com resultados negativos para a população brasileira em geral.

    Episódio esse que classifico, minimamente, como uma tentativa infantil de autoafirmação de poder e aptidão, por incapacitar o oponente por um boicote injustificável e danoso a partes terceiras. Basicamente é um episódio muito semelhante ao tradicional jogo de pelada de rua, onde uma das crianças é a dona da bola, porém, por jogar mal e não conseguir fazer nenhum gol se retira dizendo que se ele não fizer gol ninguém joga. Uma clara demonstração de incapacidade ou inaptidão, principalmente provinda de alguém com graduação e titulação em uma área que, teoricamente, seria responsável por auxiliar o modelo de prosperidade social a seguir o caminho correto.

    N’outros dois episódios, agora envolvendo a grande mídia, há, num primeiro, uma clara intenção de desmoralização do modelo governamental, realizada através de um infeliz comentário pseudoirônico, decididamente não pensado e com referências vãs por meio de “informações cruzadas” (ou combinadas) de tal forma que o cidadão medianamente inteligente decerto achará alguma graça nos comentários, porém aqueles que já se preocupam, ou que pensam um pouco, observará que o modelo fora leviano.

    No segundo episódio a imprensa peca por omissão ou ocultação, pois deixou de noticiar ou noticiou por notas curtas em páginas escondidas algo que decerto favorece a atual gestão do governo federal, onde o professor Doutor em Economia Marcelo Cortes Neri demonstrou por uma pesquisa que o PAC, inicialmente pouco compreendido até mesmo por alguns dos partidos da base governista, é o responsável direto da efetiva contra-medida dos efeitos da tal referida crise, ou seja, uma notícia que não apenas favorece a base governista, mas também retira muitas das críticas e ataques realizadas pelos oposicionistas, justamente por que a gestão atual decidiu realizar algo que mesmo aqueles com um pouco de inteligência já sabem: um modelo político econômico de médio e longo prazo para a garantia da sustentabilidade social.

    Com o PAC o governo da base (2003-2006,2007-2010) iniciou um processo de “pavimentação” sócio-econômico-cultural, responsável por empregar e capacitar milhares de brasileiros e garantir um modelo de sustento, mesmo que mínimo, para familias de baixa renda permitindo que sua prole fosse educada e capacitada sem ter que recorrer ao trabalho infantil. Claro, um dos responsáveis por isso foi o programa Bolsa-Família, que muitos afirmam ter sido idealizado na gestão anterior do governo federal. Mesmo tendo sido criado na gestão anterior (e não afirmo nem refuto que tenha sido), um projeto que auxilia na criação da sustentação da base dos planos sociais e econômicos deve ser devidamente mantido e não retirado apenas pela desculpa do fato do mesmo ter sido idealizado e implantado numa gestão concorrente à atual, como frequentemente observamos nos modelos da política municipal e estadual, pelo menos aqui em São Paulo (Cidade e Estado). Ou deveria dizer, pelo menos cidade, pois o estado já está há tanto tempo com a situação que o paulista comum não consegue sequer idealizar uma outra base de governo.

    Sinceramente eu gostaria de poder falar bem da gestão anterior da esfera política federal, mas infelizmente as únicas coisas que posso falar bem dela são projetos pequeninos, paliativos, que apenas tomaram sentido e significado no contexto em que a atual gestão os colocou.

    E mais e mais o cidadão brasileiro médio se deixa hipnotizar por um modelo de disseminação de informações tendencioso, partidário, parcial e inescrupuloso, cujo interesse é o benefício próprio por favorecer àqueles que lhes pagam mais. Isso, no contexto político, é chamado de propina e constitui crime. No contexto musical é chamado de Jabá e é uma prática mal quista por muitos, na esfera jornalística não sei se há denominação, afinal, não sou jornalista, apenas alguém que sabe expor uma opinião através de palavras demonstrando fatos e fontes, mas que também podem se mostrar, às vezes, incertas. Portanto, se o que você leu aqui te deixou intrigado, peço-lhe que busque mais informações, não se atenha apenas ao que eu disse, não se atenha apenas àquilo que você lê em apenas um local e busque outras fontes de informações que não apenas aquelas apresentadas aqui. Ninguém é o dono da razão e o dinheiro muitas vezes tira, ou compra, a razão de muitos. mas lhes aviso, cuidado com o PIG(*), a grande mídia. Essa, de todas, é a que mais informação fornece, mas decerto, atualmente, uma das menos confiáveis.

    Felizmente novos modelos de mídia informativa têm aparecido com o advento da Internet, algo que ainda está fazendo com que a grande mídia repense sua política de disseminação de informações, porém, mesmo com diversas fontes disponíveis nos blogs e portais, é sempre importante buscar referências de modo a corroborar a informação e contribuir para que não sejamos, os brasileiros médios, tão manipulados a ponto de deixarmos o país cair em uma desgovernança irreversível, algo que já está começando a acontecer na esfera jurídica.

(*) De acordo com Paulo Henrique Amorim: Em nenhuma democracia séria do mundo, jornais conservadores, de baixa qualidade técnica e até sensacionalistas, e uma única rede de televisão têm a importância que têm no Brasil. Eles se transformaram num partido político – o PiG, Partido da Imprensa Golpista

« Previous Entries Next Entries »