Insanity Seeker

A Loucura o leva à verdade, assim como a Verdade o leva à Loucura.


A coisa mais misericordiosa do mundo, creio eu, é a incapacidade da mente humana em correlacionar todo o seu conteúdo.
Vivemos numa plácida ilha de ignorância em meio a negros mares de infinito, e não está escrito pela Providência que devemos viajar longe.
As ciências, cada uma progredindo em sua própria direção, têm até agora nos causado pouco dano; mas um dia a junção do conhecimento dissociado abrirá visões tão terríveis da realidade e de nossa apavorante situação nela, que provavelmente ficaremos loucos por causa dessa revelação ou fugiremos dessa luz mortal rumo à paz e à segurança de uma nova Idade das Trevas.
H.P. Lovecraft

Portais

July 29th, 2010 by Lordspy

Estive em uma jornada ultimamente que, apesar de ter me impedido de escrever, me deu um bom descanso de tudo o que passei, além de me dar algumas idéias sobre motes filosóficos que ainda não foram divulgados, pois pelo menos não os li em lugar algum.
Infelizmente alguns deles foram perdidos entre momentos ébrios em bares na Transilvânia ou, também ébrio, em conversas com supostos amigos em hostels pela europa oriental, mas uma dessas me chamou a atenção e acabou por me fazer pensar mais a respeito: A dos Portais da Realidade.
Isso tudo me veio em um sonho e apesar de ter desenvolvido algum raciocínio sobre a mesma tenho certeza de que ainda é necessário muito trabalho para deixá-la como uma teoria fechada.
O mote simples e claro é o de que não existem os vários universos ou realidades que as teorias da física contemporânea (pelo menos algumas) pregam, mas apenas uma realidade/universo, limitado, porém, em constante expansão e com capacidade ilimitada de expansão, ou seja, pode sim vir a ser infinito.
As bordas dessa realidade são definidas pela interação de percepção que cada um de nós um dia já viemos a ter dela mesma sendo, portanto, nós, seres vivos, “portais de percepção” da realidade, cada um seguindo numa determinada direção e sentido e interagindo uns com outros de diversas formas fazendo com que, a cada interação, ao menos dois (o atuante e o atuado) “portais de percepção” sofram uma alteração em seu conjunto de valores, alterando sua direção e/ou sentido, portanto, alterando sua percepção da realidade como um todo, seja de forma branda ou brusca.
Existe, porém, muito mais que ser trabalhado nesse conjunto de raciocínio, porém me parece bem um modelo básico para a criação de um interessante campo filosófico a ser explorado.

Há Coerência?

April 26th, 2010 by Lordspy

    Devo dizer que senti um incômodo muito grande com alguma coisa na capa de uma das consideradas mais influentes, embora, felizmente, rapidamente perdendo influência, revistas semanais do País, uma em que aparece um senhor aparentando estar acime de meia idade em uma pose aparentemente “meiga” e com alguns dizeres no canto inferior direito.
    À época não sabia identificar o que me causava o incômodo: Se a foto, que aparenta, para mim, incoerência da pessoa, tanto quanto se considerarmos o contexto de alguém com mente sã, pois o semblante me lembra alguns idosos em idades senis que aparentemente apenas aproveitam a vida sorrindo não se preocupando se eles ou outros estão em decadência, quanto no contexto da pessoa séria que ela se prostra perante o público, que também quebra declaradamente o paradigma, por mostrar uma ‘meiguice’ infantil, transmitindo, impressões minhas, a imagem daquela pessoa que, como uma criança, não se preocupa com as consequencias do que pode vir a surgir de suas decisões, apenas sorri para as câmeras como se tudo estivesse lindo e maravilhoso, numa pose como se apenas ele fosse aquele que se sobressaísse.
    Ou se em relação à frase, que creio haver uma incoerência factual. A frase, que aparece entre aspas como se proferida pelo sujeito objetivo da matéria, o mesmo da foto, contrasta com o modelo percebido em suas ações. Pergunto-me, como alguém que diz aquilo possui um diferencial interno negativo (segurança, negócios, saúde, educação), isso é, em comparação aos resultados de suas ações sobre o mesmo objeto em tempos passados, com esse diferencial negativo se acentuando drasticamente quando comparado com outros objetos, mesmo no tempo presente?
    Não me deixarei claro, pois essa minha opinião é um tanto quanto radical e considerando principalmente esse assunto, o qual tanto se sabe, em relação a retaliações, e principalmente nesse momento, prefiro não ser direto. Quer saber do que falo? Pense um pouco e avalie o contexto informacional que ocorre no país, ou me pergunte. Talvez eu te responda.

No mais, fica minha pergunta: Há Coerência? Se sim, onde?

A Meta Análise

April 13th, 2010 by Lordspy

“Você pensando sobre você, de um jeito diferente”.

Comecemos explicando a frase acima com uma exclamação…

Algumas vezes alguns de nós* nos deparamos com um texto ou vídeo, frequentemente um discurso proferido, na Internet que recomenda que os leitores ou os presentes no momento do discurso, ajam ou pensem de uma determinada forma. Às vezes citando abstrações, às vezes dando exemplos reais, as vezes (e principalmente) “viajando na maionese” e esse texto, vídeo, artigo (chamemos de artigo a partir desse ponto) nos chama mais a atenção do que imaginávamos principalmente porque nos identificamos com ele, frequentemente dizendo algo como “Ei, mas eu penso/ajo dessa forma” ou “Ei, dentre meu modo de agir, esse modelo se realiza” (significando que você realiza aquele modelo, mas você realiza outros mais) e isso te surpreende, porque você acaba pensando em como você pensa… (se te fazer pensar SE você pensa, então o artigo está mais no lucro do que eu poderia imaginar).

Nos surpreende justamente por nos elevar um nível, por nos fazer questionar não como fazemos, mas como pensamos, por que pensamos daquela forma e (se o artigo for bom) como fazer para melhorar o modelo de como pensamos. Enfim, acaba nos tornando conscientes de como nossa consciência procede, o que acaba procedendo para o modelo de que nós, humanos da categoria pensantes ( porque há sim aqueles que não pensam) tomemos consciência de que podemos fazer uma análise de como nossa consciência age.

Mas se conseguimos pensar sobre como pensamos, como será que seria se pensássemos em como pensamos sobre como pensamos? E se pensássemos em como pensamos sobre como pensamos sobre como pensamos? E eu poderia estender esse modelo em infinitas recursões, jamais chegando ao fim (claro… são infinitas, certo?)

E esse é um dos modelos mais interessantes sobre o ser humano, a capacidade de poder pensar sobre si mesmo em um nível mais abstrato. Chamemos esse modelo de Análise, portanto, aos que pensam, esses podem, imparcialmente, realisarem em si mesmos uma Auto-Análise.

Antes que psicólogos ou psiquiatras reclamem, meu objetivo aqui não é tirar trabalho de vocês por fazer provar que alguém pode se auto analisar, no sentido de vossas respectivas profissões, mas ter  uma consciencia ainda mais profunda de si mesmo e de como ele se coloca no mundo pelo seu próprio cogito-modus-operandi. Talvez, até auxilia-los, normalmente um doido de outra área com uma teoria maluca acaba ajudando (ou criando um novo ramo em) uma área completamente diferente (vide a ciência da computação com vários modelos retirados de idéias surgidas em diversos campos que eram simplesmente descreditadas à época justamente por não possuir aplicação prática. Física e Matemática não valem… seus respectivos campos teóricos possuem uma beleza inigualável e inquestionável :1P  :1D  )

Voltando, podemos então nos Auto-Analisar (chamemos de (AA) o processo de auto-análise, isto é, pensar sobre como pensamos), mas, se conscientemente não nos auto-analisamos, talvez por força do hábito, talvez alguém que realize constantemente a (AA) não perceba que realiza a (AA) e assim um texto como o que eu mencionei no inicio o faça pensar sobre como ele pensa. Mas como ele já pensa sobre como ele pensa, então ele estará realizando um (AA) sobre o (AA) que ele já realiza. Portanto ele realiza um (AA(AA)).

E assim podemos dizer que há um certo grau de consciência de uma pessoa (chamemos de Grau de Auto-Análise ou g(AA) ). Alguém que não realiza sequer o (AA) básico pode ser considerado como aquele que age por instinto, já aquele que tem diversos graus, aquele que, provavelmente, planeja com antecedência suas ações.

Algo que é perceptível em tudo isso é que o g(AA) de uma pessoa não possui um valor fixo, perceptível porque basta analisarmos o comportamento de um indivído (dos que pensam) durante um dia e presenciamos tal variação. Além do mais, algo a se  notar é que podemos considerar que não haja limite máximo para o g(AA) de um indivíduo e que alguém sempre pode atingir um grau acima do que já atingira dependendo do esforço necessário gasto para elevar o nivel e que o esforço gasto para atingir um determinado nível decresce de acordo com a frequencia com que tal nível é atingido em um determinado período de tempo e chamemos o esforço de ‘e‘ tendo, portanto e(x), com x sendo o g(AA) desejado.

O desenvolvimento da idéia poderia continuar ainda  por págians e páginas, mas essas são apenas idéias, pois não sou um profissional da área de saúde (Psicologia ou Psiquiatria), mas sim da de exatas (Ciência da Computação), porém, uma das coisas que aprendemos nessa área (e uma das principais) é o processo de busca de um modelo isomórfico que apresente um comportamento mais lógico ou passível de melhor análise. Em outras palavras, a gente complica pra simplificar.

Porém, introduzindo essa idéia posso afirmar claramente que suspeito que exista não apenas um modelo lógico e racional, mas também e principalmente um modelo formal, para entender e estudar a condição de consciência ou ciência (awareness) humana e todos os pormenores que provêm dela.

Um dos modelos que, através do texto, me convence é que a partir de um grau de consciência G, para atingir um grau de consciência maior (digamos G+1) é necessário esforço + força de vontade + quebra de paradigmas, enquanto que o oposto, de um nível de consciência G para um nível de consciência inferior (digamos, G-1) é necessário egoísmo, estupidez e impulsividade.

Agora podemos analisar um modelo de convivência de alguém, digamos A, com grau de consciência G convivendo com alguém, digamos B, com grau de consciência G+1. Considerando esse cenário sob o ponto de vista de A, o modelo para uma convivência menos atritiva seria A assumir um comportamento de humildade perante B, devido ao atual estado de consciência dele, ao mesmo tempo que para uma boa convivência, B deverá assumir um comportamento de tolerância perante A. Porém, a manutenção de ambos os comportamentos necessita de esforço constante e portanto é um modelo instável.

Um procedimento adequado para um convívio eficiente seria A não apenas assumir um comportamento de humildade, mas também de curiosidade e de vontade de aprender, enquanto que o de B, não apenas assumir um comportamento de tolerância, mas tambem um de tutela, assim, ambos estarão ganhando graus de consciência diferentes e eventualmente poderão se encontrar em um mesmo patamar, quando não será mais necessário tolerância, tampouco humildade por ignorância.

Espero que essas idéias possam servir de ponto de partida para algo algum dia, mas já declaro que esses dados são apenas maquinações de minha mente que entende superficialmente o modelo comportamental da psique humana, mas ainda assim corre atrás para uma maior compreensão.

Dupla Negação

February 22nd, 2010 by Lordspy

É deveras interessante quando percebemos um conceito simples da lógica (ou matemática) ocorrendo na vida real e o título desse post indica sobre qual estou falando.

No caso não quero dizer especificamente da negação de um fato, mas do oposto ao resultando quando um fato ocorre duas vezes, negando ou invertendo o resultado que dos atos surgiria.

Claro, isso apenas é possível se o resultado não possuir consequencias graves, principalmente aplicadas (ou sofridas) por terceiros, pois, nesse caso, teríamos uma implicação, a menos, talvez, que tal implicação, na dupla negação, retorne a você e ainda assim os resultados não sejam graves (ou permanentes).

Por resultados graves ou permanentes frequentemente interpretamos por algo de natureza física e não moral (ou ética). Fiquemos com esse universo, pois e formulemos:

Um pequeno acidente que geraria reprimenda ao perpretador, seja ela pelo próprio perpretador, por quem sofre a ação que gera a reprimenda ou por terceiros, se, após um pequeno intervalo de tempo, geralmente antes que o conceito da reprimenda seja formado, formulado ou transmitido, for repetido, normalmente o efeito causado é o oposto da reprimenda, tornando-se, frequentemente, cômico.

Exemplifiquemos:

Tome, por exemplo, um jantar entre família (ou amigos, ou social). Um copo com (coloque aqui o seu liquido favorito) é entornado na mesa molhando alguém (ou a si mesmo). Se o evento tornar a se repetir em um espaço de tempo suficientemente curto* o efeito torna-se hilário.

Outro exemplo: Na estrada com sinalização semi-deficiente se o motorista não percebe uma lombada (ou um conjunto de), o carro passa e o motorista, bem como os passageiros sofrem um susto (além de, talvez, alguns galos na cabeça), geralmente gerando reprimenda por parte de algum dos passageiros (principalmente se um deles for um dos pais do motorista) ou por parte do proprio motorista. coloque, portanto, dois conjuntos de lombadas, suficientemente espaçados para permitir que os ocupantes do veículo se recuperem do susto mas repitam o feito da mesma forma que o primeiro, para que o efeito de reprimenda seja não apenas anulado, mas devidamente invertido, frequentemente gerando gargalhadas dos ocupantes do automóvel.

Assim, agora sabe-se como se livrar de uma reclamação quando você tropeça e dá um esbarrão em alguém nas ruas. Antes que esse reclame, tropece e dê um esbarrão em um outro, para que o primeiro tenha a impressão invertida. Infelizmente isso geralmente funciona apenas quando o 2o. esbarrão é genuíno ou quando a pessoa é um ótimo ator.

O ponto a mostrar aqui é que a dupla negação possui efeitos práticos na vida real, mas apenas para situações cujo resultado não seja drastico. O efeito das lombadas poderia, em alguns casos, causar ou gerar um acidente grave e o fator da dupla negação seria automaticamente anulado pela incursão de um fato implicado. Mas há diversos outros exemplos. Caso você tenha algum a relatar, por favor, nos envie nos comentários

*O conceito de tempo suficientemente curto é o resultado de uma função dependente do caso e, portanto, não é uma constante. Tampouco pode ser mensurável.

The Healings of Time: The Black Knight

January 28th, 2010 by Lordspy

Mal me contive de alegria quando ganhei meu primeiro Cronodeslocador, na época não entendia a responsabilidade de ter um, afinal, por ser filho único sempre conseguia o que queria de meus pais e como meu pai era da Intempol eu era fascinado com as histórias do tempo…Não, não viagem no tempo, eu digo histórias do tempo mesmo, da própria humanidade, principalmente idade média, uma era que até mesmo hoje, com nossa tecnologia, com a viagem no tempo e com a Intempol, ainda continua obscura e sem referências.

Então você resolveu…

Não, não… eu não resolvi nada… tudo que eu queria era conhecer um pouco mais. Apenas observar, sem ser observado, e assim não alterar nada.

E por isso você acabou sendo perseguido pela Intempol?

Não. A perseguição veio depois. As primeiras viagens foram muito tranquilas. Calculava bem e ia apenas quando a noite caia. Pegava meu aerociclo e os equipamentos de proteção, como todos eram pretos, era fantástico, a noite me cobria. Alem do mais, o chão de pedra ou terra batida em contato com o coturno de couro não fazia ruído algum. Era perfeito, eu entrava e saía de lugares sem que ninguém suspeitasse e o capacete de proteção protegia minha identidade.

Até que suspeitaram?

Eu nunca soube quando começaram as histórias de fantasmas ou assombrações. Não os literários, como Lovecraft. Sabemos que o Horror Eldritch, ou Cósmico, na Literatura começara de fato com ele, com raras e leves incursões anteriores a ele, mas as histórias faladas mesmo… Bem, agora eu tenho uma leve idéia e como ninguém também sabia, não faz muita diferença.

Mas você foi perseguido, não?

Claro que fui, mas nunca disse que fora por isso. Deixe-me contar minha história e depois você faz as perguntas que sobrarem. Afinal, é por isso que você está aqui, não? Saber por que minha história saiu na Mentela e ter um pouco mais de audenção.

Você sabe o que é audenção?

Suspeito que seja uma palavra criada com as misturas de Audiência + Atenção, se bem que a segunda eu escolheria redenção, afinal, olhe o que acontece com aqueles que lhes “consome”… hehe

Agora, não me atrapalhe e me deixe contar. A idéia era eu ser invisível aos olhos da história que eu visitaria. Por um bom tempo visitei a França, a Inglaterra, Itália e Espanha. O motor silencioso do Aerociclo ajudava bastante e a altura era perfeita para observar e às vezes ouvir sem ser incomodado.

Acho que você soltou as bruxas também.

Hahaha… É possível, mas se tivesse teria sido pego muito antes… e não pela Intempol, mas pelos acerebrados fundamentalistas que usam a religião como escudo para aquela época.

Só aquela?

Não é pra esse tipo de discussão que estou aqui. Continuando, então resolvi assistir um dos antigos episódios daquilo que vocês chamavam TelaVisão, que apenas é uma exibição de um modelo sequencial de informação visual e auditiva que antigamente era tratado como um dos principais meios de informação e… “entreteninemto”. Embora eu acredite que deixasse o povo tão inerte e inepto como a Mentela.

Acredito que, à época, era chamado de “Documentório”, era uma apresentação do que se sabia sobre a Idade Média na época e muita coisa jamais chegara a nosso conhecimento. Mesmo porque era uma época de pura especulação. Ja te disse, a Idade Média foi uma era com pouca informação histórica. E na época da TelaVisão não existia o Cronodeslocador. Eles conheciam a história por meio de documentos de origem ou veracidade duvidosa e de adivinhações ao encontrar símbolos e objetos de uma época remota.

E então você viu algo que achou injusto e foi fazer justiça com as próprias…

Nada disso. Num desses “Documentórios” foi mencionado muitos dos contos e mitos que surgiram nessa época. E como em todo processo de criação de mitos há um pequeno fundo de acontecimento real, tênue, mas há, me interessei por um dele para investigar. O Cavaleiro Negro.

Ora essa, alguém que viera do antigo continente dos Sóis. Qual era o nome… tinha a Éfrica, ou Ábrica e a America era menos dividida.

Eu não disse cavalheiro, seu estúpido. Cavaleiro, pessoas ou guerreiros que andavam a cavalo, um animal de medio porte que andava nas quatro…

Ok, ok… eu conheço, já vi um no ZooLógico. Mas ele era negro, não, deve ter vindo de um desses con…

Não. Na época os exércitos das castas políticas usavam Uniformes, como os nossos, mas eram muitas castas, chamadas feudos e cada uma possuia um conjunto de cores. E o negro, do cavaleiro, era o uniforme que ele usava.

E ele pertencia ao… feldo, é isso? feldo?

Às vezes eu acho que vocês jornalistas não sabem pensar, mas não, o preto dizia-se que era porque ele não pertencia a feudo algum ou porque não era de interesse que o feudo fosse sabido, muito útil para missões de espionagem e assassinato.

E você então tomou a espada da justiça nas mãos e voltou para impedir que assassinatos pelo cavaleiro negro fossem cometidos?

Eu não tinha te dito que tinha ido apenas para observar?

Sei. E quanto ao tal: “Tem um Fundo de Verdade”? Não somos idiotas, afinal, eu fiz um pouco minha lição de casa e pesquisei também sobre essa época. Aparentemente uma dama fora sequestrada pelo suposto “Cavaleiro Negro” e jamais vista novamente.

Sim, isso é o que todos dizem, mas eu sei que não é verdade. Primeiramente porque o Cavaleiro Negro não existe, ou melhor, não existia. E em segundo, tal “Dama” nunca fora sequestrada. Não tenho culpa dela ser perfeita e nos apaixonarmos.

Então você…

A audiência vai começar, o tribunal requer sua presença.

Vai dar uma boa história de amor. Pena que o final não seja feliz.

Não contaria muito com isso. Afinal, até eu chegar, nunca tinham ouvido falar de um Cavaleiro Negro cuja chegada ou saida jamais era anunciada, sequer pelo som dos cascos de seu cavalo infernal. Sugiro você entrevistar o investigador que conseguiu me descobrir. Talvez a história da perseguição seja mais interessante que a minha.

Boa Noite

A Infecção

November 15th, 2009 by Lordspy

É uma noite chuvosa mas clara devido aos diversos relâmpagos e os raios, nada ocasionais, riscam os céu. O bêbado está deitado, protegido da chuva, na porta da loja, fechada, com o toldo estendido e, sem guardachuva, nosso protagonista lhe faz companhia, com frio e um pouco impressionado com a tempestade que ocorria, além de apreensivo em relação ao indivíduo que, por força do destino, lhe acompanhava.

Pouco se sabe sobre o desafortunado desabrigado que descansa à salvo da chuva. Provavelmente em uma situação mais confortável que nosso personagem, que provavelmente apenas sairá correndo assustado ao final desse conto, já que o costume dita aos transeuntes o expulsarem dos locais onde ele descansa e a chuva espantara todos os transeuntes da cidade, agora aparentemente deserta, salvo pelos dois.

Todos conhecem o desabrigado, tradicional bêbado da cidade, louco, dizem uns, perigoso, dizem outros, mas por jamais ouvi-lo falar, os jovens apenas seguem a apreensão dos mais velhos, assim como aquele que o acompanha, que apenas aceita as palavras dos pais, corroborada pela do resto da sociedade e pela imagem que a ele se apresenta.

A chuva corre torrencial, os raios, cada vez mais frequentes, riscam e se subdividem no céu como veias em um exame. Nosso protagonista, ao se cansar, senta-se, ajudando o infortunado a despertar, ainda levemente ébrio, no momento em que o céu se iluminou com as diversas ramificações de uma descarga elétrica, fazendo-o palavrear que os exames jamais irão detectá-lo.

Intrigado, nosso protagonista indaga quanto ao que ele ouviu e eis que o coadjuvante inicia discursando sobre como sua mente se abriu à realidade, permitindo a ele perceber que estamos todos sendo combatidos por substâncias de degradação administradas à criatura que habitamos, parasitamos e degeneramos. Que seus pares frequentemente realizam exames, aplicando o equivalente ao que aqui chamamos de contrastes, deixando à mostra suas veias e tentando nos localizar. Ele diz que, por não ser burro, descobriu como se previnir dos ataques, saiu de sua casa e se desfez das substancias que o denegriam e degeneravam. Você iria lhe perguntar sobre a bebida, eu sei. Ancestrais superiores que viveram séculos, aos quais muitos chamaram Deuses, a usavam, quem seria ele para não seguir seus conselhos? Já são 250 anos que luta contra eles e foge, mas aprendeu que aquilo que fazemos nos denuncia. Desistiu de denegrir ao que habita e se vocês continuarem denegrindo seu organismo dessa forma é certo que um dos exames que fazem irão denunciá-los e eles sabem quais substancias usar para cada caso.

Assustado e impressionado, nosso protagonista se levanta, olha para o indivíduo, que não aparentava mais que 50 anos, incrédulo com sua história e, antes de ingadar, o indivíduo lhe mostra 3 marcas que eventos da história jamais negaria. Sem hesitar nosso protagonista, ignorando a chuva, corre. Se com ou sem destino ninguém sabe, mas tenho certeza que cedo ou tarde teremos notícias dele. E se seguir os conselhos que ouvira, provavelmente sucumbirá a uma instituição mental, sob fortes medicações, assim como, sob altos valores, os custos que terão que ser sanados pela sua família. Se não seguir decerto a história o perseguirá e cedo ou tarde seu destino será selado.

Lordspy

(revisado por Odds and Ends )

Universidade, Cidadania e Conhecimento

November 13th, 2009 by Lordspy

Algumas ações que realizamos na vida nos marcam profundamente. As que deixam marcas mais profundas são aquelas em que conseguimos atuar junto ao modelo social e mudarmos algum paradigma.

Digo isso pois essa semana tenho acompanhado uma notícia que me remete aos meus últimos anos de graduação, na Universidade Federal de Uberlândia. Lembro-me de nossa luta ante as diversas tentativas de sucateamento da universidade, realizadas pelo então ministro da educação (atual secretário da educação do governo de São Paulo), o Sr.  Paulo Renato de Souza e o então Presidente da República Fernando Henrique Cardoso.

Lembro-me de quando ingressei, no primeiro semestre, de presenciar eventos culturais de diversas modalidades: Música, com o projeto 5 e meia, onde tive o prazer de assistir a Luis Melodia, Chico Science e Nação Zumbi, Toninho Horta, Arnaldo Antunes, dentre outros, o projeto Nau de Dionísio, apresentando e discutindo peças e filmes, diversas exposições de arte e fotografia, todas gratuitas, não apenas para o meio universitário, mas para os cidadãos de Uberlândia (e seus visitantes).

Foram 6 meses muito proveitosos que felizmente tive a oportunidade de participar mesmo que passivamente, pois a um recém ingresso, calouro, não era permitido uma atuação, além de não conhecer ninguém por ser um novato na cidade e não possuir experiência. Então, muda o reitor, entra o reitor da base governista e começam os processos de sucateamento. A princípio todos os projetos culturais mantidos pela reitoria são desmontados. Um palco deixado para eventos ocasionais fora sabiamente usado pelos estudantes para festivais de música, dos quais me orgulho de ter auxiliado, até o desmonte por ordem do Reitor, além de diversos outros cortes que visavam incessantemente nos prejudicar.

Foi nesse contexto que iniciou-se meu interesse nos modelos político-sociais e que me arrastou para a política universitária. Mas não é por isso que escrevo este. Isso foi apenas uma introdução para contextualizar.

O ano de 2000, para mim, fora marcado por 2 eventos. O primeiro, minha formatura, por mais que gostaria de cursar mais disciplinas, a situação financeira e familiar me exigia a conclusão. O segundo fora o processo de eleições universitárias para reitor.

Àquela época o processo eleitoral discriminava os eleitores (universitários) por categoria, sendo divididas em Docentes, Técnicos e Discentes, num modelo em que cada categoria possuia um diferencial de decisão, sendo que dados 3 votos (1 de cada categoria), o dos docentes teria um peso de 70%, e os outros 30% era dividido entre os da classe discente e técnicos.

Reconhecida discrepancia, nós encampamos nossa luta pela paridade, apoiados por um dos candidatos a reitor, o qual também possuia nossa simpatia (frente a seu concorrente). Encampamos a luta pelo voto paritário, isto é, com o mesmo peso, assim teríamos, a cada classe, uma chance de escolhermos nosso representante, aquele que irá representar o local em que servimos ou o local em que adquirimos a ciência.

Mesmo sem o apoio governamental realizamos as eleições com paridade, no escrutinio ainda encampávamos e entoávamos as bandeiras da democracia. Nosso candidato fora eleito com ampla margem de diferença de seu adversário pelos Técnicos e Discentes e com uma pequena margem de diferença de seu adversário entre os Docentes e hoje, apesar de o atual reitor ser o da administração oposta àquela em que ajudei a eleger, 9 anos depois, tenho orgulho de dizer que cursei a Universidade Federal de Uberlândia, pois reconheço o bom trabalho que tiveram para manter a qualidade da instituição.

E quão pasmo fico eu ao saber que em uma Universidade Pública do estado considerado mais desenvolvido do País, uma instituição onde uma docente acredita que “é a única instituição do país que abrange todas as áreas do conhecimento” (parafraseado), de título de melhor do país, que deveria criar não apenas os formadores de opinião, mas também aqueles que disseminarão o conhecimento, o reitor democraticamente eleito não tomará posse, pois o governador do estado, que almeja a presidência, decidiu que a escolha realizada não é válida, nomeando o 2o. colocado como reitor.

E penso, aquele trabalho que tivemos para restaurar a democracia no país torna-se nulo na mão de um autoritarista cuja intenção decerto não é a de garantir àqueles que ele administra (ou deveria administrar) o que lhes é de direito.

E me pergunto: É esse quem o país quer como seu representante e administrador oficial?

A Notícia que Chocou o Mundo

June 26th, 2009 by Lordspy

Sim, sim… ontem, dia 25 de Junho duas notícias nos deixaram tristes. Mas hoje é que temos a notícia mais chocante!! Comecemos com as de ontem:

A primeira foi a morte da Farrah Fawcett, ok, muitos podem não se lembrar quem foi ela, mas ela foi famosa e bonita e isso é o suficiente. Ah sim… atriz.

A outra notícia que deixou a gente triste foi a morte do Michael Jackson (A Gente quem Cara Pálida?). Ok, não gostava muito dele, mas há que se reconhecer, ele fez alguns bons trabalhos e era um ícone do Pop. Mas fez tanta besteira que não era de se esperar que cedo ou tarde ele fosse.

A grande notícia, aquela que nos deixou realmente chocados e impressionados:

“Não Basta! Mais Impressionante que a Morte de Michael Jackson! Keith Richards, Guitarrista do Rolling Stones, CONTINUA VIVO!”

É isso! A Kind Kind of Insanity to you all! :1D

Some Kind of Insanity

May 27th, 2009 by Lordspy
Insanidade pela Insônia

Insanidade pela Insônia

Sim, sim… eu sabia que não era eu quem tinha pegado no sono… é a insanidade pela insônia… isso acontece comigo com frequência.

Ah, essa tirinha foi emprestada diretamente do http://xkcd.com

Thanks dudes!

A Autoprojeção (Negativa) do Brasil

April 30th, 2009 by Lordspy

Mais emocionante que uma final de copa do mundo, mais crítico que a condição física do Ronaldinho para a final do campeonato paulista, mas menos divulgado que a verdade sobre as fraudes criadas pela Folha de S. Paulo.

É assim que está sendo o julgamento do corajoso juiz Fausto De Sanctis, o qual acompanho em tempo real (de publicação) pelo confiável meio disponibilizado pelo jornalista Paulo Henrique Amorim.

Uma lástima que os grandes veículos de comunicação, ainda que, mesmo antigamente,  viesados estejam tratando seu meio de trabalho (ou ganha-pão), ou seja, a própria informação, com tanto descaso e ainda é uma afronta à sociedade (e à inteligência dos brasileiros, que, da forma como está a situação, merecem ser escritos com ‘b’ minúsculo mesmo), além de uma grandiosa imoralidade e falta de caráter e profissionalismo o que fazem com os alvos das reportagens fraudes publicadas.

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